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  • BradicardiaFC baixa ± sintomas

Bradicardia FC baixa ± sintomas

Instabilidade? Onde está o problema? Avaliar instabilidade → ECG (relação P:QRS)

Como decidir: Instável → tratar já. Estável → sinusal vs bloqueio AV vs causa reversível.

• Bradicardia + instabilidade (hipotensão, rebaixamento, dor torácica isquêmica, sinais de choque/IC aguda) → Bradicardia instável (tratar imediatamente) (Estável e assintomática permite investigar com calma)

• Onda P sinusal antes de cada QRS + FC baixa, sem bloqueio → Bradicardia sinusal / disfunção do nó sinusal (Relação P:QRS alterada aponta bloqueio AV)

• Fármaco (betabloqueador, BCC, digoxina), metabólico (hipotireoidismo, hipercalemia, hipotermia), tônus vagal ou IAM inferior → Causa reversível (Sem gatilho identificável e bloqueio fixo aponta doença do sistema de condução)

• Relação P-QRS alterada (PR longo, P bloqueadas, dissociação AV) → Bloqueio atrioventricular (ver framework BAV) (P conduzindo 1:1 afasta bloqueio)

• Avaliação de instabilidade: Hipotensão, alteração de consciência, dor isquêmica, sinais de choque ou IC aguda → tratar antes de investigar

• ECG (relação P:QRS): P antes de cada QRS = sinusal; PR longo/P bloqueadas/dissociação = bloqueio AV. QRS largo sugere origem infranodal

• Rastreio de causa reversível: Revisar fármacos + dosar TSH, K, glicemia; ECG buscando IAM inferior; corrigir antes de assumir doença degenerativa

Bradicardia Instável

Passo-chave: Atropina 0,5 mg EV → marca-passo

Fisiopatologia: A FC insuficiente reduz o débito cardíaco a ponto de causar hipoperfusão, hipotensão e rebaixamento.

Diagnóstico: Bradicardia + sinais de má perfusão (hipotensão, rebaixamento, dor isquêmica, choque/IC).

Tratamento: Atropina 0,5 mg EV (repetir até 3 mg) → se refratária, marca-passo transcutâneo + epinefrina/dopamina como ponte → marca-passo transvenoso.

Alerta: Mobitz II e BAVT respondem mal à atropina — partir para marca-passo/drogas.

Pegadinhas:

  • Atropina é pouco eficaz no bloqueio infranodal (Mobitz II/BAVT).
  • Marca-passo transcutâneo é ponte até o transvenoso.
  • Tratar a causa reversível em paralelo (ex.: intoxicação por BB/BCC → glucagon/cálcio).

Bradicardia Sinusal / Disfunção do Nó Sinusal

Passo-chave: P sinusal + FC baixa

Fisiopatologia: Redução da automaticidade do nó sinusal — fisiológica (atleta, vagal), medicamentosa ou por doença degenerativa do nó (doença do nó sinusal no idoso).

Diagnóstico: Ritmo sinusal lento. Pausas, alternância taqui-bradi (síndrome bradi-taqui) sugerem doença do nó sinusal.

Tratamento: Assintomático: observar. Sintomático sem causa reversível: marca-passo definitivo.

Alerta: Atleta e sono têm bradicardia fisiológica — não tratar o assintomático.

Pegadinhas:

  • Bradicardia do atleta é benigna.
  • Síndrome bradi-taqui complica a anticoagulação da FA.
  • Sempre excluir causa reversível antes de implantar marca-passo.

Causa Reversível

Passo-chave: Fármaco / metabólico / vagal / IAM inferior

Fisiopatologia: Fármacos cronotrópicos negativos, distúrbios metabólicos (hipotireoidismo, hipercalemia, hipotermia), hipertonia vagal ou isquemia inferior deprimem o nó sinusal/AV.

Diagnóstico: Bradicardia + gatilho identificável (revisão de medicações, TSH, K, temperatura, ECG com IAM inferior).

Tratamento: Suspender/antagonizar o fármaco, corrigir o distúrbio metabólico, reperfundir o IAM. Marca-passo temporário se necessário.

Alerta: IAM inferior cursa com bradicardia/BAV por hipertonia vagal — frequentemente transitório.

Pegadinhas:

  • Intoxicação por BB → glucagon; por BCC → cálcio/insulina em alta dose.
  • Hipercalemia causa bradicardia e pode preceder PCR.
  • Bradicardia do IAM inferior costuma ser transitória.

Bloqueio Atrioventricular

Passo-chave: Ver framework dedicado de BAV

Fisiopatologia: Falha de condução entre átrio e ventrículo, em grau e topografia variáveis (ver framework BAV).

Diagnóstico: Relação P:QRS alterada — encaminha ao framework de Bloqueio Atrioventricular para graduação.

Tratamento: Conforme o grau/topografia (ver framework BAV).

Alerta: Graduar o bloqueio define o risco e a necessidade de marca-passo.

Pegadinhas:

  • Mobitz II e BAVT são de alto risco (infranodais).
  • QRS largo aponta bloqueio abaixo do feixe de His.
  • Ver framework específico para a conduta detalhada.