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- Fenômeno de RaynaudPrimário vs secundário
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Fenômeno de Raynaud Primário vs secundário
Benigno ou de alarme? Idade/simetria + capilaroscopia + FAN + úlceras
Como decidir: Primário (jovem, simétrico, exames normais) vs secundário (FAN+/capilaroscopia alterada/úlceras).
• Episódios bilaterais e simétricos + mulher jovem + SEM úlcera/dano tecidual + FAN negativo + capilaroscopia normal → Raynaud primário (benigno) (Assimetria, úlceras, início tardio ou FAN positivo apontam secundário)
• Início após os 40 anos + assimétrico + úlceras digitais + FAN positivo/capilaroscopia alterada → Raynaud secundário (conectivopatia: esclerose sistêmica, LES) (Quadro simétrico benigno com exames normais aponta primário)
• Dor isquêmica persistente + úlcera/necrose de polpa digital → Isquemia digital crítica (urgência vascular) (Episódios reversíveis sem dano tecidual não configuram isquemia crítica)
• Sintomas desencadeados por frio/estresse, reversíveis, com fases de cor (palidez-cianose-rubor) → Confirma o fenômeno de Raynaud (definir primário vs secundário) (Acrocianose fixa/sem fases não é Raynaud clássico)
• Distinguir primário de secundário: Primário: jovem, simétrico, sem dano tecidual, FAN negativo e capilaroscopia normal; o contrário sugere secundário
• Capilaroscopia + autoanticorpos: Capilaroscopia periungueal e FAN/anticorpos específicos rastreiam conectivopatia (esclerose, LES)
• Sinais de alarme: Úlcera/necrose digital, assimetria e início após 40 anos exigem investigação de causa secundária
Raynaud Primário
Passo-chave: Jovem, simétrico, exames normais
Fisiopatologia: Hiper-reatividade vasomotora funcional das arteríolas digitais, sem doença estrutural subjacente.
Diagnóstico: Quadro típico bilateral/simétrico + FAN negativo + capilaroscopia normal + ausência de dano tecidual.
Tratamento: Medidas não farmacológicas (proteção ao frio, evitar gatilhos); bloqueador de canal de cálcio se sintomático.
Alerta: Benigno — evitar sobreinvestigação se o quadro é típico.
Pegadinhas:
- Mais comum em mulheres jovens.
- Não há úlceras nem alteração capilaroscópica.
- Reavaliar se surgirem sinais de alarme.
Raynaud Secundário
Passo-chave: FAN+/capilaroscopia alterada → conectivopatia
Fisiopatologia: Vasculopatia associada a doença do tecido conjuntivo (esclerose sistêmica, LES, dermatomiosite) ou outras causas.
Diagnóstico: Raynaud + FAN positivo/capilaroscopia alterada + manifestações sistêmicas. Conecta-se ao framework de conectivopatia.
Tratamento: Tratar a doença de base + vasodilatadores; manejo agressivo se úlceras.
Alerta: Pode preceder a conectivopatia em anos — acompanhar.
Pegadinhas:
- Esclerose sistêmica é a causa clássica.
- Capilaroscopia com megacapilares/áreas avasculares.
- Pode anteceder o diagnóstico da conectivopatia.
Isquemia Digital Crítica
Passo-chave: Úlcera/necrose → urgência vascular
Fisiopatologia: Vasoespasmo grave somado a vasculopatia estrutural compromete a perfusão e leva a úlcera/necrose.
Diagnóstico: Dor isquêmica persistente + úlcera/necrose de polpa. Avaliar oclusão arterial associada.
Tratamento: Vasodilatadores potentes (bloqueador de cálcio, prostaciclina), analgesia, cuidados da úlcera; tratar a doença de base.
Alerta: Necrose digital é urgência — vasodilatação intensa e avaliação especializada.
Pegadinhas:
- Tipicamente no Raynaud secundário.
- Excluir oclusão arterial macroscópica.
- Encaminhamento especializado precoce.
Manejo / Medidas
Passo-chave: Proteção ao frio + bloqueador de cálcio
Fisiopatologia: A base é reduzir gatilhos vasoespásticos e promover vasodilatação.
Diagnóstico: Definido o tipo (primário/secundário), individualizar o tratamento.
Tratamento: Não farmacológico (frio, tabagismo, gatilhos) + bloqueador de canal de cálcio; escalonar nos casos graves.
Alerta: Rever fármacos vasoconstritores (betabloqueador não seletivo, estimulantes).
Pegadinhas:
- Cessar tabagismo.
- Evitar vasoconstritores quando possível.
- Bloqueador de cálcio é o fármaco de primeira linha.