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- PoliúriaOsmótica vs aquosa
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Poliúria Osmótica vs aquosa
Que tipo de diurese? Osmolaridade urinária + resposta à desmopressina
Como decidir: Osm alta = osmótica (soluto). Osm baixa = aquosa → DI central (responde) vs nefrogênico (não) vs polidipsia.
• Poliúria + osmolaridade urinária ALTA + soluto presente (glicose, ureia, manitol) → Diurese osmótica (ex.: diabetes descompensado) (Urina diluída (osm baixa) aponta diurese aquosa)
• Poliúria aquosa que CONCENTRA a urina após desmopressina + sede + tendência a hipernatremia → Diabetes insípido central (déficit de ADH) (Ausência de resposta à desmopressina aponta nefrogênico)
• Poliúria aquosa que NÃO concentra após desmopressina + causa de resistência (lítio, hipercalcemia, hipocalemia) → Diabetes insípido nefrogênico (Concentração após desmopressina aponta central)
• Poliúria aquosa + ingesta excessiva de água + sódio baixo-normal + concentra com restrição hídrica → Polidipsia primária (Hipernatremia com sede intensa aponta DI verdadeiro)
• Confirmar volume + osmolaridade urinária: >3 L/dia; osm urinária alta = osmótica (achar o soluto); osm baixa = aquosa (seguir para o teste)
• Restrição hídrica + desmopressina: Central concentra após desmopressina; nefrogênico não responde; polidipsia primária concentra já com a restrição
• Causas de DI nefrogênico: Rastrear lítio, hipercalcemia e hipocalemia (resistência tubular ao ADH) — frequentemente reversíveis
Diurese Osmótica
Passo-chave: Osm urinária alta + soluto
Fisiopatologia: Um soluto osmoticamente ativo não reabsorvido (glicose, ureia, manitol) arrasta água para a urina.
Diagnóstico: Poliúria + osm urinária alta + soluto identificado (glicemia/glicosúria; ureia pós-obstrução; manitol).
Tratamento: Tratar a causa (controle glicêmico no diabetes); repor perdas.
Alerta: Hiperglicemia é a causa mais comum (glicosúria).
Pegadinhas:
- Diabetes descompensado é o protótipo.
- Pós-desobstrução urinária: diurese por ureia.
- Diferencia-se da aquosa pela osm urinária alta.
DI Central
Passo-chave: Concentra com desmopressina
Fisiopatologia: Déficit de produção/secreção de ADH (hipotálamo/hipófise) impede a concentração urinária.
Diagnóstico: Poliúria aquosa + concentração da urina após desmopressina. RM de sela para a causa.
Tratamento: Desmopressina (DDAVP) + tratar a causa de base.
Alerta: Investigar lesão hipotálamo-hipofisária (tumor, trauma, infiltração).
Pegadinhas:
- Responde bem à desmopressina.
- Causas: pós-neurocirurgia, trauma, tumor, infiltração.
- Risco de hipernatremia se sem acesso à água.
DI Nefrogênico
Passo-chave: Não concentra com desmopressina
Fisiopatologia: Resistência tubular renal ao ADH (lítio, hipercalcemia, hipocalemia, doença tubular) impede a concentração da urina.
Diagnóstico: Poliúria aquosa SEM resposta à desmopressina. Rastrear lítio, cálcio, potássio e nefropatias.
Tratamento: Remover/tratar a causa (suspender lítio, corrigir Ca/K); dieta hipossódica + tiazídico em casos persistentes.
Alerta: Lítio, hipercalcemia e hipocalemia são causas reversíveis.
Pegadinhas:
- Lítio é causa clássica.
- Corrigir hipercalcemia/hipocalemia reverte muitos casos.
- Tiazídico reduz paradoxalmente o volume urinário.
Polidipsia Primária
Passo-chave: Ingesta excessiva → concentra com restrição
Fisiopatologia: Ingesta excessiva e primária de água (psicogênica/dipsogênica) suprime o ADH e gera poliúria aquosa.
Diagnóstico: Poliúria aquosa + sódio baixo-normal + concentração adequada da urina com a restrição hídrica.
Tratamento: Restrição/manejo comportamental da ingesta; tratar causa psiquiátrica se houver.
Alerta: Não tratar com desmopressina (risco de hiponatremia grave).
Pegadinhas:
- Desmopressina pode causar hiponatremia grave aqui.
- Sódio tende ao limite inferior (vs DI, que tende ao alto).
- Concentra a urina só com a restrição.